Penso
que dia do livro deveria ser todo dia. O que é o homem sem a base de
um bom livro?
Independente
do suporte: impresso ou e-book é companheiro para dias de chuva;
noites insones; manhãs de domingo na cama, no banco da praça,
embaixo de uma árvore do parque; salas de espera que podem se tornar
agradáveis; tardes de sábado; inícios de noites; viagens curtas,
viagens longas...
No
Brasil não há desculpas para a não leitura uma vez que a
literatura por aqui é abundante, a variedade e qualidade são
grandes! Os preços dos impressos continuam altos, mas com a
popularização da internet o ato de ler está cada dia mais fácil.
Já
me perguntaram como ser um leitor. A resposta é bem simples: para
ler é só começar, se não agradar, mude de livro, de gênero, em
algum momento você encontrará um assunto do seu interesse, e isso
acontecerá bem mais rápido do que você imagina.
Então,
busque conhecimento, vá a uma biblioteca ou acesse a net e encontre
diversão pelos livros!
Como
proposta para o segundo semestre, começamos um trabalho com
memórias.
Cada um
dos integrantes teve a incumbência de trazer para a roda um objeto
que representasse parte da história da sua família.
A
experiência nos serviu de fonte que despertou a curiosidade sobre a
história dos outros colegas. Também conhecemos um pouco da história
da coordenadora Nívia Ribeiro, que trouxe uma mala com um grande
significado para ela. Vimos objetos de muito valor sentimental.
Alguns desses objetos estão retratados abaixo.
Para
enriquecer o trabalho, iniciamos com a coleção “Conhecendo
Museus”. O primeiro vídeo assistido foi sobre o Museu da
Inconfidência, situado em Ouro Preto/MG.
O museu
guarda grandes memórias da Inconfidência Mineira, possui várias
peças dos séculos 18 e 19, quando os portugueses exploravam o país.
"Ver um
pouco dos objetos e das obras de artes que surgiram naquela época
nos dá uma enorme vontade de estar lá, presentes com todos aqueles inconfidentes, que não tiveram medo de lutar pela condição em que
viviam." Diz Jussara
Lopes, integrante do Projeto.
Esta
casca de fruta (não identificada por nós, parece castanha do Pará)
serviu para Jussara Lopes como copo para tomar água quando criança.
Assim se tornou peça de decoração da casa e está na família da
Jussara há 17 anos.
Uma mala
como esta podemos pensar que só serve para guardar roupas,
documentos, objetos de valor. Mas esta não é uma mala comum , ela
guarda memórias , sentimentos e o amor da família de nossa
coordenadora Nívia Ribeiro.
O objeto
de estimação tem em torno de cinquenta anos e, para Nívia, seu
valor sentimental é inestimável. Nela, fotos da família, alunos e
amigos retratam momentos felizes .
Estes
sapatinhos artesanais apresentados pela Suelen, esquentou seus
pezinhos e dos três irmãos quando bebês. Foram feitos pela
cuidadosa mãe que até hoje os guarda como recordação dos filhos
em sua melhor fase: a infância.
A beleza é a alma do
negócio. Muitos já ouviram essa frase, mas aqui no Projeto
Antenados nos últimos meses ela virou rotina.
Nossa mais recente
atividade foi a oficina de Design, que visa ensinar aos integrantes
várias técnicas, para que todas os trabalhos fique bem produzidos
dentro dos conceitos passados.
Design é a melhoria
dos aspectos funcionais e visuais do produto ou de algo que você
produz, pode ser um trabalho escolar, um convite de casamento,
aniversario, ou até mesmo um cartão de visita. Tudo conta para que
a produção fique bem feita, as cores, a distância das letras, a
utilização da imagem e até a localização da logomarca, tudo
combinado para que fique visualmente interessante, na língua popular
uma forma de "vender seu peixe".
As responsáveis por
aplicar a oficina foram as instrutoras, Cleidiane Duarte e Beatriz
Miranda que trabalharam conosco quatro tópicos: Proximidade,
Alinhamento, Contraste e continuidade.
"O objetivo é
dar uma base para os alunos do Projeto sobre design e com esse
conhecimento os trabalhos e atividades escolares fiquem visualmente
melhor e mais organizados e que eles possam utilizar isso além da
vida profissional, na vida pessoal" destaca Beatriz Miranda.
"É muito
prazeroso ministrar essa oficina para os meninos, porque como eu
estou estudando Publicidade tem muito haver com o conteúdo aplicado
e tanto eles aprendem como eu também aprendo. E são os princípios
do design que eles vão usar na vida deles, mesmo que não sigam a
profissão", ressalta Cleidiane Duarte.
Iniciativas como essas
são aplicadas no projeto com frequência, sempre mantendo a galera
Antenada.
“Vida
Maria” é um curta metragem de Márcio Ramos, feito para
o Governo do Estado do Ceará. A trama se passa em um lugar seco e
pobre do sertão nordestino. Por sua história fascinante e
tragicamente verdadeira, ganhou o terceiro prêmio Ceará de cinema e
vídeo.
Vida
Maria quer dizer vida de mulher, vida de mãe. Além de ser um dos
nomes mais populares no mundo e representar a mãe de Jesus Cristo.
O
filme conta sobre a vida Maria José, uma menina de cinco anos que
para de estudar com o objetivo de ajudar a mãe. A animação é sem
cortes, então a mudança de idade é representada pela troca de
figurino.
Como
a personagem abandona os estudos, segue a vida rotineira e pobre da
mãe, que fez a mesma coisa. Não percebem o valor da educação,
dos estudos. A ignorância tende a fazer com que as pessoas
reproduzam o que as gerações passadas fizeram. Isto é, cometem os
mesmos erros, tornando a vida um círculo vicioso. No caso do video,
a personagem Maria José fez com a filha o mesmo que a mãe havia
feito com ela.
É
uma critica à falta de oportunidades para as crianças estudarem. E
também a importância do estudo na vida de uma pessoa que, no caso
de Maria, quebraria esse círculo de ignorância.
No
decorrer da trajetória ela cresce, se casa, tem oito filhos e
envelhece sem nunca ter a oportunidade, como nós, de estudar.
Apesar
de ser um curta de oito minutos surpreende pela veracidade da
história, cheia de conteúdo e simbologia.
Texto Antônio Marques Fotos: Divulgação e Antenados
No Projeto Antenados sempre são dadas aos integrantes aulas sobre
diversos temas.
O
instrutor Henrique Oliveira continua a proposta da oficina sobre a
história da arte. Nessa nova etapa, alguns tópicos trabalhados
foram arte Paleocristã, Bizantina, Românica, Gótica e
renascentista. Nós recebemos o desafio de produzir uma releitura de
obras renascentistas (importante movimento em que a arte privilegiava
o antropocentrismo - o homem no centro do mundo), através da
fotografia.
Na
produção da releitura, os alunos trouxeram a obra “Piedade”, de
Geovanni Bellini, considerado o primeiro a pintar a madrugada.
Obra: Piedade
Outro
artista escolhido foi Sandro Boticelli, pintor com influência da era
bizantina. A obra foi “A virgem com o menino e João Batista
criança”.
Obra: A vigem Com o menino e João Batista Criança
"A
proposta da releitura foi para fixar o renascimento na mente deles e,
com essa atividade, eles puderam aprender mais, pois tiveram que
produzir as técnicas das pinturas na fotografia”, explica
Henrique instrutor do Projeto.
Releitura da obra "Piedade"
Releitura da obra "A virgem o menino e João Batista Criança"
“A
experiência foi ótima pois, com a releitura pude ter noção do que
o artista pensou ao produzir o quadro”, enfatiza o aluno Rike de
Deus, que representou Jesus em um dos quadros.
“Foi
muito bom a proposta da releitura porque tivemos uma interação
maior com a oficina. Eu me senti na imagem, naquela época com todo
seu contexto”, diz Luan Henrique.
Após o renascimento a próxima fase é
a arte Barroca. Aguarde as novidades!
O que refrigera a
alma? Para mim, a leitura e a escrita cumprem muito bem o papel. É
companhia em momentos de tristeza; alegria; solidão; nostalgia... e
até de ócio!
A morte do escritor
colombiano Gabriel García Márquez, no
mês de abril,
me trouxe um sentimento de nostalgia e, com ele, a vontade de reler
“Cem anos de solidão” e “O amor no tempo do cólera”.
O
fato me fez refletir em como uma pessoa pode passar pela terra sem se
dar o prazer de ler ou ouvir poemas do português Fernando Pessoa ou
ter passado a infância suprimido da sonoridade dos brasileiros
Carlos Drummond de Andrade; Cecília Meireles, pelo menos “A canção
dos tamanquinhos” ou “Ou isto ou aquilo”.
Com
os pensamentos a vagar pelo mundo fantástico das letras, viajo ao
sul do Brasil em encontro a Érico Veríssimo, com o seu “Ana
Terra”. Da seriedade dos romances do pai, chego ao humor presente
nas crônicas do filho Luís Fernando Veríssimo.
Retorno
a Minas, especificamente a Cordisburgo e me permito embrenhar em
“Grandes sertões veredas”, de Guimarães Rosa.
Penso
em termos de país e me vem à mente o ufanismo de José de Alencar,
contando a história da formação do povo brasileiro com o amor do
branco europeu pela índia “Iracema”. O Brasil colônia também é
relatado em muitas palavras de Gilberto Freyre, em “Casa grande e
senzala”. Graciliano Ramos já é mais regional ao relatar a dura
realidade dos retirantes nordestinos em “Vidas secas”. Machado de
Assis, por sua vez, escolhe como cenário a sociedade hipócrita de
época, do Rio de Janeiro, para criticar em “Memórias Póstumas de
Brás Cubas”. Jorge Amado, ah! Esse baiano arretado também se
inspirou na própria terra e, dotado de uma imaginação pra lá de
fértil, fez de suas obras narração de romances calientes, como em
“Mar morto” e “Capitães da areia”, usou como pano de fundo o
cais com seus trapiches e o mar, aquele que dá vidas mas também as
tira!
Como
comentar literatura sem citar metáforas? Ninguém melhor que o
chileno Pablo Neruda um dos mais importantes poetas da língua
castelhana e, a amada Matilda lhe inspirou muitas, muitas metáforas!
Como em “Cem sonetos de amor”.
Clarisse
Lispector, com “A hora da estrela”, foi capaz de mostrar os
sonhos da maioria dos jovens brasileiros de pouca renda e a única
hora em que o “povão” se torna estrela.
Qual
jovem, necessitado de um pouco de romantismo, não recorreu a Saint
Exupéry, com passagens do “Pequeno Príncipe” ou a Richard Bach,
em “Longe é um lugar que não existe” e “Fernão Capelo
gaivota”?
Se
dermos um pulo pela literatura infantil, encontraremos muitos autores
de peso como Bartolomeu Campos de Queirós; Lia Luft; Sílvia Orthof;
Monteiro Lobato; o teatro de Ana Maria Machado; os irmãos Grimm...
Tantos que se consolidaram e os contemporâneos que vem se
despontando no mercado.
Vamos
ao exterior. Como um jovem pode viver sem os mistérios de Sidney
Sheldon, deixou marcas com “O outro lado da meia noite” ou os
romances policiais, como “Morte sobre o Nilo”, de Ágatha
Christie? Shakespeare
dispensa
comentários! Na literatura fantástica creio que se encaixa “As
Crônicas de Nárnia” e na simbologia o autor Dan Brown, com “O
Código da Vinci”.
Depois
de tantas dicas, posso dar mais uma(s)? Vá a uma biblioteca,
livraria, casa de uma amigo, baixe um e-book... e boa leitura!
Neste mês de março foi comemorado os
50 anos do Golpe Militar no Brasil.
Um marco importante para história do
país, e que foi notícia na mídia e redes sociais este mês.
Pensando no contexto cultural, aqui no
Projeto Antenados trabalhamos com os integrantes alguns quesitos
básicos sobre o Golpe e a Ditadura Militar, tema propício para o
Enem e vestibulares de 2014.
Por isso nesta postagens vamos
compartilhar com vocês alguns links super legais, que vão ajudar a
entender melhor este assunto um pouco complexo.
Vídeo aula sobre Golpe Militar 1964(
Site Guia do estudante )
Alguns filmes também são muito
interessantes para compreender o que aconteceu na ditadura Militar.
“Batismo de Sangue” e Zuzu Angel relatam fatos de perseguição
e torturas que aconteciam na época.
Jogos e infográficos promovem uma
melhor interação do leitor com o assunto. Aqui vai algumas dicas: http://educacao.uol.com.br/infograficos/2014/cinquenta-anos-do-golpe-de-64/ http://arte.folha.uol.com.br/treinamento/2014/01/05/50-anos-golpe-64/ http://oglobo.globo.com/pais/50-anos-do-golpe/
Texto: Hellen Silva Fotos: Divulgação Fazer da leitura um hábito prazeroso.
Em meio a tantas produções, oficinas, e atividades, reservamos um tempinho para
fazer a leitura coletiva de mais um clássico, o Diário de Anne Frank.
A obra de Otto Frank e Mirjam Pressler publicada pela editora Record, traz a emocionante história de uma adolescente
alemã de origem judia, que viu sua vida ser transformada após os terríveis
acontecimentos da Segunda Guerra mundial.
Considerado um dos livros mais
importantes do século XX, a obra já foi lida no mundo inteiro, e serve de
referência no contexto histórico da Guerra, entre os anos de 1942 a 1944.
Anne Frank era uma garota de 13 anos,
que vivia com sua família na Alemanha. Em meio à invasão nazista ao seu país,
ela e um grupo de amigos judeus foram obrigados a se refugiar em Amsterdã, na
Holanda, onde ficaram escondidos durante dois anos.
A garota decidiu escrever em seu
diário a rotina vivida naqueles dias, após ouvir uma transmissão de rádio, que
incentivava as pessoas a documentar os fatos ligados à Segunda Guerra. Desde
então, Anne escrevia todos os dias com a esperança que suas anotações fossem
publicadas algum dia.
“Espero poder contar tudo a você, como
nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de
conforto e ajuda.”
Comentário
acrescentado por Anne em28 de setembro de 1942
Depois de seu falecimento (1945), seu
pai, Otto Frank o único da família que sobreviveu do holocausto, recebeu o
diário da filha e lutou para que o sonho de Anne fosse realizado.
Em 1947, foi publicada a primeira
versão do livro, porém muitas partes foram censuradas pelo próprio pai da
garota. Com o lançamento da segunda versão a obra trouxe na integra todos os
relatos de Anne. Atualmente, os manuscritos do diário original estão no Instituto
Estatal Neerlandês para Documentação de Guerra, em Amsterdã.
“Fazia tempo que não exercitava minha
imaginação! Estou na metade e já vivi vária aventuras com ele. Daria até para
escrever um livro, por exemplo: O menino que leu o Diário de Anne Frank ou As
aventuras do Menino que leu o Livro O Diário de Anne Frank, entre outros.
A leitura é isso, tem que imaginar,
tem que interagir e acima de tudo tem que ser prazerosa! Recomendo a todos.” Diz Moisés (15 anos), integrante do Projeto.
O Próximo passo dos integrantes é a
sessão cinema, com o filme baseado no livro. Não deixe de acompanhar nosso
blog e redes sociais.
Promover a leitura e tornar Betim uma cidade mais leitora! Nesta postagem vamos falar de um dos setores mais especiais da Ramacrisna. Setor que, ano a ano, alimenta a imaginação e desperta o interesse pelo mundo encantado dos livros: a Biblioteca Arlindo Corrêa da Silva. Através do Polo de Leitura Ler e Ler, grupo formado pelas instituições sociais Ramacrisna, Salão do Encontro, Instituto GRIASC e INCAS, a Biblioteca Arlindo Corrêa beneficiou, neste ano, cerca 3.223 crianças e adolescentes, com ações sociais que visam o incentivo e o lazer, através da leitura.
A biblioteca possui um acervo de cerca de cinco mil obras. Conta com a literatura infantil, juvenil e adulto inclusive livros didáticos. Servem como fonte de pesquisa escolar e se encontram disponíveis em benefício da comunidade. Além da diversidade literária, o espaço apresenta uma ótima estrutura. Oferece aos alunos da Ramacrisna atividades educativas como rodas de bate papo, contação de histórias, teatros, rodas de leitura e outras iniciativas que buscam incentivar o prazer através dos livros.
Em 2013, a biblioteca deu um salto a mais em seus trabalhos. Para reforçar essa série de ações, listamos as atividades mais marcantes do projeto: 18ª edição do “Concurso FNLIJ – Os Melhores Programas de Incentivo à Leitura Junto a Crianças e Jovens de todo o Brasil”. Projeto Mala de Leitura
Disponível em: http://ramacrisna.blogspot.com.br/2013/06/ramacrisna-participa-do-salao-da.html Encontro da Melhor Idade na Biblioteca
Mala de Leitura visita Casa da Amizade do Rotary Clube de Betim
Dia Nacional do Livro Infantil - Com Trupe Maria Farinha
Ficou curioso para saber mais sobre esse apaixonante projeto da Ramacrisna?
Acompanhe o blog Ler e Ler e fique por dentro das todas atividades desenvolvidas na Biblioteca Arlindo Corrêa da Silva .
http://lereler.blogspot.com.br/
A
proposta da atividade, desta vez, foi bem diferente e agradável:
apresentamos para os jovens os curta-metragens da Pixar Animation
Studios, uma das maiores empresas de animação digital do mundo.
O
nome PIXAR é uma combinação da palavra “pixels” e da palavra
“art”, que é a ideia da animação, produzir arte através dos
pixels. A empresa teve a maioria dos filmes realizados com a
colaboração da Walt Disney Pictures. A Disney foi responsável por
maior parte da divulgação. Por sinal, foi bem realizada, tornando-a
um dos nomes mais conhecidos na área audiovisual.
Exibimos
seis curta-metragens. Assistimos, analisamos e cada um fez sua
escolha para desenvolver uma crítica. Realizamos a leitura dos
textos, e o grupo elegeu dois, para postarmos e dividir com você
esse mundo fantástico da Pixar Animation.
Crítica: Cristiano Mendes
O
curta GERI'S GAME foi realizado pela Pixar, dirigido por Jim Kallett com parceria do coordenador de animação Troy Sutton. Ele retrata uma
crueldade com os idosos que estão ao nosso redor. Eles precisam
muito dos jovens e dos adultos para realizar atividades no seu
cotidiano. O telespectador pode perceber, com clareza, que o vídeo
retrata o descaso, desprezo e o preconceito com os mais velhos. Isso
é notado com um idoso jogando xadrez sozinho, no parque.
Com
muitas cores vivas, o vídeo desperta a curiosidade dos
telespectadores no desenrolar da animação, pois é mudo. O único
som que sai é uma música de fundo e o barulho da peças de xadrez
ao bater no tabuleiro. Então, requer uma certa atenção para captar
a mensagem que os idealizadores querem passar.
Uma
dedicação a mais que os produtores do curta tiveram na montagem foi
brincar com sombras e com a profundidade, muito trabalhoso
para uma animação. Isso valorizou o curta.
Assista ao vídeo:
Uma
cena bastante interessante em meu ponto de
vista, foram os detalhes em que tiveram as peças de xadrez durante a
partida. Sem deixar passar despercebido as expressões
faciais que o velhinho fez durante o jogo.
Sem falar também do roteiro que é excelente. Os produtores passaram
a ideia que queriam por meio de ícones. Vale lembrar que é muito
engraçado e divertido.
O
fim é esplêndido! O velhinho que estava perdendo, usou a
inteligência para dar a volta por cima, ao simular uma parada
cardiorrespiratória. Nesse momento, eles viram o tabuleiro ficando
com todas as peças do seu outro eu. Assim vence a partida. Leva como
prêmio uma dentadura. Com ela, pode sorrir para o oponente que é
ele mesmo.
Ainda
passa uma moral que, para se divertir não precisa de muito, apenas de
um pouco de imaginação.
Ao meu ver, é um curta muito bem produzido, montado e
desenvolvido. O tema é bem sério e de extrema importância para
pessoas de várias idades. Se tivesse uma votação, ganharia o meu
voto como melhor curta apresentado no dia 25 de outubro.
Crítica: Beatriz Miranda
Partly
Cloudy é um curta-metragem animado. Foi produzido pela Pixar, com
direção de Peter Sohn e produção de Kevin Reherele. Ele vem com uma
mensagem positiva de trabalho em equipe e superação de obstáculos,
problemas do dia-a-dia. Ele conta a história de uma nuvem que "cria"
filhotes para as cegonhas levarem para a terra. Essa nuvem é diferente
das outras, pois os filhotes que ela produz são uma ameaça para o
transportador cegonha, e o deixa sempre machucado. Então, a cegonha,
cada vez mais depenada, desiste de levar os filhotes criados pela
nuvem, fazendo com ela fique triste. Mas, no fim, a cegonha volta com
uma proteção e alegra a sua parceira nuvem, que continua a fazer
filhotes para a velha cegonha presentear pais ansiosos.
A
animação leva os telespectadores a pensarem sobre a origem da
vida e de onde vêm os bebês, acontecimentos naturais como a chuva,
trovões, dentre outros. Mostra técnicas sobre tecnologia que, desde
o ano 2000, já fazia toda diferença nas telinhas da televisão. O
vídeo apresenta ainda uma lição de moral sobre a confiança e a
amizade.
Ao
meu ver, os desenhos atuais englobam uma série de fatores que podem
prejudicar e até mesmo influenciar quem os assiste, como: o uso de
armas, lutas, palavras de baixo calão e o poder que os filhos podem
ter sobre os pais.
Os
roteiros fantásticos da Pixar deveriam ser mais usados e divulgados
pois alguns outros curtas como esse levam as crianças a imaginarem e
a criarem. Já foi comprovado que desenhos e jogos violentos podem
gerar um pensamento negativo. Essas experiências ainda tem o poder de levar as crianças a apresentarem comportamento agressivo, tanto na
escola quanto em casa.
O
curta me emocionou pela inteligência e o roteiro dos criadores que,
além de técnicas dispensa a fala das personagens, mostra, em minutos, toda a grandeza
da Pixar.
Assista ao vídeo:
Enfim,
me tornei fã da Pixar, porque ela produz animações de qualidade
com roteiros maravilhosos, que emocionam, fazem rir e refletir.
Apesar do
curta ser infanto-juvenil, recomendo para todos os públicos, pois
esse vídeo é capaz de emocionar até os corações mais duros.
Gostaria de ressaltar o desejo que desenhos como esse fossem
televisionados, pois incentivam o trabalho em equipe, lealdade e
superação de desafios.