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quinta-feira, 6 de março de 2014

O Diário de Anne Frank


Texto: Hellen Silva
 Fotos: Divulgação
Fazer da leitura um hábito prazeroso. Em meio a tantas produções, oficinas, e atividades, reservamos um tempinho para fazer a leitura coletiva de mais um clássico, o Diário de Anne Frank.
A obra de Otto Frank e Mirjam Pressler publicada pela editora Record,  traz a emocionante história de uma adolescente alemã de origem judia, que viu sua vida ser transformada após os terríveis acontecimentos da Segunda Guerra mundial.
 
Considerado um dos livros mais importantes do século XX, a obra já foi lida no mundo inteiro, e serve de referência no contexto histórico da Guerra, entre os anos de 1942 a 1944.

Anne Frank era uma garota de 13 anos, que vivia com sua família na Alemanha. Em meio à invasão nazista ao seu país, ela e um grupo de amigos judeus foram obrigados a se refugiar em Amsterdã, na Holanda, onde ficaram escondidos durante dois anos.

A garota decidiu escrever em seu diário a rotina vivida naqueles dias, após ouvir uma transmissão de rádio, que incentivava as pessoas a documentar os fatos ligados à Segunda Guerra. Desde então, Anne escrevia todos os dias com a esperança que suas anotações fossem publicadas algum dia.

 “Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda.”
Comentário acrescentado por Anne em 28 de setembro de 1942

Depois de seu falecimento (1945), seu pai, Otto Frank o único da família que sobreviveu do holocausto, recebeu o diário da filha e lutou para que o sonho de Anne fosse realizado.
Em 1947, foi publicada a primeira versão do livro, porém muitas partes foram censuradas pelo próprio pai da garota. Com o lançamento da segunda versão a obra trouxe na integra todos os relatos de Anne. Atualmente, os manuscritos do diário original estão no Instituto Estatal Neerlandês para Documentação de Guerra, em Amsterdã.
“Fazia tempo que não exercitava minha imaginação! Estou na metade e já vivi vária aventuras com ele. Daria até para escrever um livro, por exemplo: O menino que leu o Diário de Anne Frank ou As aventuras do Menino que leu o Livro O Diário de Anne Frank, entre outros.
A leitura é isso, tem que imaginar, tem que interagir e acima de tudo tem que ser prazerosa!  Recomendo a todos.” Diz Moisés (15 anos), integrante do Projeto.

O Próximo passo dos integrantes é a sessão cinema, com o filme baseado no livro. Não deixe de  acompanhar nosso blog e redes sociais.




sexta-feira, 24 de maio de 2013

A Arte de Escrever


Texto: Jeferson Cardoso de Sousa
Foto: Beatriz Cristina

Mais uma vez, o projeto Antenados nos surpreende com um de seus convidados. Nessa quarta, dia 22 de maio recebemos o escritor de Betim, Miguel Canguçu Alves. Ele falou um pouco sobre sua trajetória, inspirações e sobre a arte de escrever.







“O processo de Escrita é uma batalha com as palavras”, conta Miguel, que aos 50 anos de idade publicou seu primeiro livro intitulado “Brevidade”. 


“Não é necessário se formar em letras para escrever”. O poeta disse também que parte do que escreveu, foi feito antes de ingressar na faculdade e vários de seus poemas surgiram de acontecimentos e lembranças do passado e da infância, como o poema “Na Fossa”.





Vamos falar um pouco sobre sua obra:


O poema “Na Fossa”, por exemplo, de acordo com o escritor, conta a história de um senhor muito pobre do interior de Minas Gerais, especificamente o Vale do Mucuri, que trabalhava duro para retirar o sustento da família. Em um dia de trabalho, escavando uma fossa, o homem, ao usar de uma corda para retirar a terra de dentro do buraco, segurava uma labanca (ferramenta utilizada para cavar) abaixo de sua cabeça. Quando puxou a corda, a mesma arrebentou fazendo com que o balde, cheio de terra, despencasse sobre sua cabeça que estava acima do cabo da labanca e assim o trabalhador morreu com o crânio perfurado. O poema narra esta história de uma maneira indireta, transformando o que até então era dor em reflexão para os leitores.





Miguel disse ainda que todos podem escrever e que “Qualquer matéria serve para poesia”. Quando você escreve um poema, ele deixa de ser somente sua cena, porquê o poema é universal, pertence a todos, e toda ou qualquer interpretação que se fizer dele é verdadeira. Ao interpretar um poema, você busca identificar-se de acordo com seus sentimentos e emoções, buscando satisfazer as necessidades do espírito para se conseguir paz interior.


Em entrevista com o Poeta obtivemos algumas informações sobre sua trajetória:


Miguel, O que te motivou a escrever?


Eu escrevia e apresentava peças de teatro quando adolescente e também participei de um grupo de teatro em São Paulo. Mas o que mais me motivou a escrever foi quando entendi que quando você escreve algo tão agradável, porque não compartilhar isso com as pessoas?


De onde você retira inspiração?


De acontecimentos do dia a dia, reflexões, sentimentos. Quando enxergo algo diferente em uma cena, como uma formiguinha construindo sua vida de grão a grão, carregando nas costas seu alimento.


O que você teve que enfrentar para conseguir realizar seus sonhos com relação à escrita?


Nasci de uma família pobre, do Norte de MG (Vale do Mucuri) e tive que enfrentar muitos obstáculos para conseguir estudar. Uma típica luta pela sobrevivência.





Que mensagem você deixa para as pessoas que querem iniciar na arte da escrita?


Tenho a dizer que todos podem se aventurar na escrita. Escrever é como retirar da terra uma pepita de ouro, ela precisa ser lapidada. Não existe um bom escritor que não seja um bom leitor. Quer ser escritor, então se acostume a ler.







O processo de produção de seu novo livro:”Façanhas Em Prosa e Versos”, começa a partir do dia 9 de julho de 2013 e possivelmente será lançado no dia 29 de setembro, data de aniversário do escritor.

“O poema tem uma porta de entrada e infinitas de saídas, mas bom mesmo seria se pudéssemos permanecer viajando por ele.”- Miguel Canguçu.