segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Machado de Assis, o escritor dos escritores

Texto: Hellen Silva
Fotos: Antenados e Divulgação

Depois das férias nada melhor do que voltar às atividades do Projeto com a corda toda.
Momentos de leitura, escrita e bate papo são trabalhos  comuns no dia a dia do Antenados.

Com a chegada do final do ano, as provas de concursos, vestibulares e o Enem estão cada vez mais próximas. Por isso, a proposta desencadeada pela coordenadora pedagógica Nívia Ribeiro para este momento, é a leitura coletiva de um clássico da literatura brasileira: O livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.

Joaquim Maria Machado de Assis, mais conhecido como Machado de Assis, é um importante escritor da literatura brasileira, tendo suas obras divididas em duas fases:

A primeira é baseada em seu estilo romântico tendo o amor e sentimentos amorosos como tema principal de seus livros, como é o caso do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Já na segunda, a ideia de suas obras é mais realista, destacando as necessidades, defeitos e qualidades do ser humano.
 

A obra trabalhada no Projeto, consiste nas memórias de um defunto, narrada por ele mesmo, em primeira pessoa. Brás Cubas inicia sua história em seus últimos minutos de vida. De família rica, Era um menino arteiro, mimado e protegido pelos pais. Sem nunca ter responsabilidades e culpas, passou a infância e chegou à mocidade. Foi nela que conheceu Marcela, uma espanhola, por quem se apaixonou. Conquistou-a e viveu um romance. Brás enchia-a de caros presentes e foi assim que gastou um pouco de sua herança.

Além de ser um clássico da literatura brasileira, a obra tem uma grande influência internacional, sendo uma das principais inspirações do cineasta Woody Allen. Confira no vídeo a serguir:

Em uma entrevista feita com a coordenadora Pedagógica Nívia Ribeiro, ela explica a importância dos integrantes do Antenados conhecerem obras renomadas como esta:

Ler coletivamente Machado de Assis, é uma forma de retroceder no tempo ao ter contato com uma linguagem culta, entremeada de vocábulos de um mesmo tempo, é visualizar no enredo uma crítica sutil, irônica à burguesia brasileira daquela época.
Trazer Memórias Postumas de Brás Cubas para os Antenados é mostrar que um bom texto transpõe a força inaplacável do tempo. Quem escreve bem se eterniza.Diz a coordenadora do Projeto Nívia Ribeiro.

É a primeira vez que li este livro. Eu já conhecia o autor mas não tinha ideia de como era a linguagem dos livros dele.
E por ser uma linguagem bem diferente, é muito importante porque isso vai acrescentar muito na minha bagagem cultural.” Comenta a antenada Suelen Rüdiger


A leitura coletiva deste livro está sendo muito boa. Porque contém muitas palavras diferentes, que depois poderei usar em meus textos. E com a Nívia explicando fica mais fácil de entender a história.” Afirma o antenado Jefferson Cardoso.

E para dar aumentar o entendimento da turma, nada melhor do uma sessão cinema com o filme baseado no livro.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dia do Escritor


Nesta semana, comemora-se em todo território nacional o Dia do Escritor, profissional que trabalha com a criação de textos literários e artigos científicos. A data surgiu nos anos 60, após o I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores que era encabeçada pelos autores João Peregrino e Jorge Amado.
E para participar desta data tão importante para nossa cultura – já que nosso país é um celeiro de bons escritores – decidimos utilizar o pretexto para visitarmos a biblioteca da Ramacrisna e, claro, promover um momento especial para os Antenados. 
 
Com a ajuda da
bibliotecária Cleide Moura, entramos no clima da literatura com tudo! Aproveitamos o ambiente alegre e inspirador da biblioteca para criar marcadores de páginas artesanais, cheio de detalhes e cores.


Foi uma experiência muito divertida!

Gostou do nosso marcador de páginas? 
Veja o passo a passo de como fazer um:


*Papel Vergê (ou outro mais encorpado);
Obs.:Uma folha da para fazer vários marcadores.

*Corte o papel em: 6 cm X 16 cm

*Para enfeitar usamos retalhos, fitas, miçangas  


Dica: No marcador de página pode conter informações do autor ou espaço para anotações.



sexta-feira, 24 de maio de 2013

A Arte de Escrever


Texto: Jeferson Cardoso de Sousa
Foto: Beatriz Cristina

Mais uma vez, o projeto Antenados nos surpreende com um de seus convidados. Nessa quarta, dia 22 de maio recebemos o escritor de Betim, Miguel Canguçu Alves. Ele falou um pouco sobre sua trajetória, inspirações e sobre a arte de escrever.







“O processo de Escrita é uma batalha com as palavras”, conta Miguel, que aos 50 anos de idade publicou seu primeiro livro intitulado “Brevidade”. 


“Não é necessário se formar em letras para escrever”. O poeta disse também que parte do que escreveu, foi feito antes de ingressar na faculdade e vários de seus poemas surgiram de acontecimentos e lembranças do passado e da infância, como o poema “Na Fossa”.





Vamos falar um pouco sobre sua obra:


O poema “Na Fossa”, por exemplo, de acordo com o escritor, conta a história de um senhor muito pobre do interior de Minas Gerais, especificamente o Vale do Mucuri, que trabalhava duro para retirar o sustento da família. Em um dia de trabalho, escavando uma fossa, o homem, ao usar de uma corda para retirar a terra de dentro do buraco, segurava uma labanca (ferramenta utilizada para cavar) abaixo de sua cabeça. Quando puxou a corda, a mesma arrebentou fazendo com que o balde, cheio de terra, despencasse sobre sua cabeça que estava acima do cabo da labanca e assim o trabalhador morreu com o crânio perfurado. O poema narra esta história de uma maneira indireta, transformando o que até então era dor em reflexão para os leitores.





Miguel disse ainda que todos podem escrever e que “Qualquer matéria serve para poesia”. Quando você escreve um poema, ele deixa de ser somente sua cena, porquê o poema é universal, pertence a todos, e toda ou qualquer interpretação que se fizer dele é verdadeira. Ao interpretar um poema, você busca identificar-se de acordo com seus sentimentos e emoções, buscando satisfazer as necessidades do espírito para se conseguir paz interior.


Em entrevista com o Poeta obtivemos algumas informações sobre sua trajetória:


Miguel, O que te motivou a escrever?


Eu escrevia e apresentava peças de teatro quando adolescente e também participei de um grupo de teatro em São Paulo. Mas o que mais me motivou a escrever foi quando entendi que quando você escreve algo tão agradável, porque não compartilhar isso com as pessoas?


De onde você retira inspiração?


De acontecimentos do dia a dia, reflexões, sentimentos. Quando enxergo algo diferente em uma cena, como uma formiguinha construindo sua vida de grão a grão, carregando nas costas seu alimento.


O que você teve que enfrentar para conseguir realizar seus sonhos com relação à escrita?


Nasci de uma família pobre, do Norte de MG (Vale do Mucuri) e tive que enfrentar muitos obstáculos para conseguir estudar. Uma típica luta pela sobrevivência.





Que mensagem você deixa para as pessoas que querem iniciar na arte da escrita?


Tenho a dizer que todos podem se aventurar na escrita. Escrever é como retirar da terra uma pepita de ouro, ela precisa ser lapidada. Não existe um bom escritor que não seja um bom leitor. Quer ser escritor, então se acostume a ler.







O processo de produção de seu novo livro:”Façanhas Em Prosa e Versos”, começa a partir do dia 9 de julho de 2013 e possivelmente será lançado no dia 29 de setembro, data de aniversário do escritor.

“O poema tem uma porta de entrada e infinitas de saídas, mas bom mesmo seria se pudéssemos permanecer viajando por ele.”- Miguel Canguçu.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Em contato com a literatura



Texto: Cleidiane Duarte e Hellen Silva 
Foto: Carlos Frois / Divulgação

Graciliano Ramos também foi escolhido pelos jovens.


Graciliano Ramos de Oliveira, mais conhecido como Graciliano Ramos, nasceu em Quebrangulo aos 27 de outubro de 1892 e faleceu no Rio de Janeiro em 1953. Foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX, mais conhecido por seu livro Vidas Secas (1938).












A grande responsabilidade ficou para a dupla Hellen Silva e Suelen Rüdiger. As meninas mostraram que são capazes.





O trabalho de Graciliano Ramos é reunido basicamente em suas três obras Primas:
São Bernardo, romance que conta a história de um fazendeiro rico e amargurado, que não sabe o que é a amizade e o amor, e aos 50 anos resolve escrever uma biografia de sua vida monótona.



Vidas Secas, romance que conta a difícil história de uma família de retirantes nordestinos, que lutam contra as dificuldades da vida na seca do Nordeste brasileiro.




E o livro Angústia, retratando a vida de um funcionário público e escritor frustrado, que por ciúmes de um colega de trabalho comete um crime passional.




Frases de Graciliano Ramos que ficaram na história:
"Se a igualdade entre os homens, que busco e desejo, for o desrespeito ao ser humano, fugirei dela."


"É fácil livrar-se das responsabilidades. Difícil é escapar das consequências por se ter livrado delas."


"O fim é a oportunidade do recomeço"


Amar é admirar a pessoa amada, é fazer-se presente a cada momento, é se dar por inteiro. Amar é embriagar-se de felicidade.”